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Como fazer trança espinha de peixe passo a passo

A trança espinha de peixe tem visual elaborado, mas pode ser feita em casa com técnica e um pouco de prática. Veja como preparar os cabelos, dividir as mechas, cruzar os fios corretamente e finalizar o penteado para diferentes ocasiões.

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13 min de leitura

A trança espinha de peixe, também chamada de trança fishtail, é um penteado conhecido pelo desenho de fios cruzados que lembra a estrutura de uma espinha. Apesar da aparência detalhada, sua construção é baseada em um movimento repetitivo: separar duas partes do cabelo e transportar pequenas mechas das laterais para o lado oposto.

Trança espinha de peixe lateral finalizada em cabelo longo
Trança espinha de peixe lateral finalizada em cabelo longo

Ela pode ser usada solta nas costas, puxada para uma lateral, presa em rabo de cavalo ou iniciada junto à raiz em uma versão embutida. O resultado muda conforme o tamanho das mechas, a textura dos fios e a tensão aplicada durante o trançado. Com preparação adequada e alguns cuidados simples, é possível fazê-la sem ajuda profissional.

Este guia explica cada etapa, mostra como evitar os erros mais frequentes e traz sugestões para adaptar o acabamento ao seu tipo de cabelo e à ocasião. O principal é entender a lógica do cruzamento antes de tentar aumentar a velocidade.

Entenda a estrutura da trança espinha de peixe

Diferentemente da trança tradicional de três mechas, a espinha de peixe trabalha inicialmente com apenas duas grandes divisões. A partir delas, você retira uma mecha fina da borda externa de um lado e a leva para dentro da divisão do lado contrário. Depois, repete o processo no outro lado.

É esse transporte alternado de mechas que cria as linhas diagonais visíveis no penteado. Quanto menores forem os fios separados, mais delicado e detalhado será o padrão. Mechas maiores tornam o processo mais rápido e deixam o desenho mais marcado, embora menos minucioso.

Por que o penteado parece mais difícil do que é

A dificuldade inicial costuma estar na coordenação das mãos, especialmente quando se tenta fazer a trança nas próprias costas. Porém, não há uma sequência complexa de três partes mudando de posição. Basta manter cada metade separada e repetir o mesmo movimento de fora para dentro, alternando os lados.

Começar com a trança lateral facilita muito o aprendizado, pois permite enxergar melhor as divisões e trabalhar diante do espelho. Depois que o gesto se torna automático, fica mais fácil fazer versões centrais, embutidas ou com o cabelo preso.

O efeito das mechas no resultado

Mechas finas produzem uma trama fechada, elegante e com aspecto mais trabalhado. Elas exigem paciência, mas ajudam a prender fios curtos e costumam oferecer boa durabilidade. Mechas médias são uma escolha prática para o cotidiano, pois equilibram definição e rapidez.

Já as mechas grossas funcionam bem para quem busca uma trança ampla e descontraída. Nesse caso, o penteado pode ser levemente afrouxado no final para ganhar volume. O importante é manter tamanho semelhante entre as mechas de cada lado para que o desenho fique equilibrado.

Prepare os cabelos antes de começar

A preparação não precisa ser longa, mas influencia a firmeza da trança e o conforto durante a execução. Cabelos limpos podem ficar muito sedosos e escorregadios, principalmente quando são lisos e finos. Nessa situação, um pouco de textura ajuda a segurar as divisões sem precisar apertar demais.

Divisão do cabelo em duas partes para iniciar o penteado
Divisão do cabelo em duas partes para iniciar o penteado

Escove os fios para desfazer nós antes de separar o cabelo. Quando há embaraços, as mechas não deslizam de maneira uniforme, e o processo fica lento ou cria pontos repuxados. Se o cabelo for cacheado ou crespo, desembarace respeitando a rotina que costuma funcionar para sua curvatura e mantenha a definição desejada.

Itens úteis para deixar à mão

Você não precisa de muitos acessórios, mas reunir o básico antes de iniciar evita perder a tensão da trança no meio do processo. Um espelho de mão pode ser útil para checar a parte traseira, principalmente em penteados feitos sozinha.

  • Escova, pente de dentes largos ou pente fino, conforme a textura do cabelo;
  • Elástico pequeno, de preferência sem partes metálicas expostas;
  • Grampos para prender fios soltos ou a franja;
  • Presilhas para separar áreas do cabelo;
  • Produto finalizador leve, se houver necessidade de controlar frizz;
  • Espelho bem posicionado e iluminação suficiente.

Evite usar grande quantidade de óleo, creme muito denso ou produto que deixe os fios excessivamente lisos antes de trançar. Esses itens podem dificultar a aderência das mechas. Se quiser usar finalizador, aplique pouca quantidade e distribua bem.

Escolha a posição mais simples para treinar

Para a primeira tentativa, leve todo o cabelo para um dos ombros e faça uma trança espinha de peixe lateral. Além de facilitar a visualização, essa posição reduz o esforço nos braços. Também permite corrigir uma mecha fora do lugar antes que o restante da trança esteja pronto.

Outra possibilidade é prender o cabelo em um rabo baixo e trançar apenas o comprimento. O elástico da base estabiliza a área inicial e torna o procedimento mais previsível. Depois de ganhar segurança, você pode cobrir o elástico com uma mecha fina ou optar pela versão sem rabo.

Como fazer a trança espinha de peixe passo a passo

O método a seguir descreve a versão lateral básica, ideal para entender o movimento. Faça os primeiros cruzamentos devagar, mantendo as duas partes principais bem separadas. A velocidade virá naturalmente com a repetição.

  1. Reúna o cabelo em uma lateral: escove os fios e leve o comprimento para o ombro direito ou esquerdo. Se preferir, prenda um rabo baixo com elástico fino.
  2. Divida em duas partes iguais: separe o cabelo em dois blocos, um na mão direita e outro na mão esquerda. Não crie uma terceira mecha central.
  3. Retire uma mecha da borda externa: com o dedo indicador, separe uma mecha fina da parte externa do bloco direito.
  4. Leve a mecha para o lado oposto: passe essa mecha por cima ou pela frente do bloco direito e una-a à parte interna do bloco esquerdo.
  5. Repita do outro lado: tire uma mecha fina da borda externa do bloco esquerdo e leve-a para a parte interna do bloco direito.
  6. Mantenha a alternância: continue retirando mechas externas e cruzando para o lado contrário, sem misturar completamente os dois blocos principais.
  7. Prenda a ponta: ao chegar ao comprimento desejado, segure o final com um elástico pequeno.
  8. Ajuste o acabamento: se desejar um visual mais leve, puxe com cuidado as laterais da trança, começando perto do topo e descendo gradualmente.

Durante todo o processo, procure manter uma tensão constante. Não é necessário apertar muito: a meta é impedir que as mechas se soltem enquanto você trabalha. Se uma parte ficar frouxa no meio, desfaça apenas alguns cruzamentos e refaça antes de continuar.

Para observar visualmente os detalhes do penteado, o verbete sobre trança apresenta o uso do entrelaçamento de fios como base de diferentes estilos. Na prática, a espinha de peixe se distingue justamente pela transferência sucessiva de pequenas mechas entre duas divisões.

Versões para variar o penteado

Depois de dominar a versão básica, você pode mudar o ponto de início, a direção e a quantidade de cabelo incorporada. Essas variações usam o mesmo princípio, mas criam efeitos bem diferentes. Escolha a opção de acordo com o tempo disponível, a habilidade e a ocasião.

Mecha externa sendo cruzada para formar o desenho da trança
Mecha externa sendo cruzada para formar o desenho da trança
VersãoComo é feitaMelhor indicaçãoNível de prática
Lateral simplesTodo o comprimento é levado para um ombro antes de trançar.Treino inicial e uso cotidiano.Inicial
Central soltaA trança começa na nuca e cai no centro das costas.Penteados discretos e comprimento longo.Intermediário
EmbutidaNovas mechas são acrescentadas a cada cruzamento junto à raiz.Fixação maior e eventos.Intermediário
Em rabo de cavaloO cabelo é preso primeiro e a trança é feita no comprimento.Quem quer praticidade e estabilidade.Inicial
DuplaDuas tranças são feitas, uma em cada lado da cabeça.Visual casual e distribuição do volume.Intermediário

Trança espinha de peixe embutida

Na versão embutida, a trança começa perto da raiz. Separe uma área no topo ou na lateral da cabeça em duas partes. Faça um cruzamento de cada lado como na técnica básica e, antes do próximo cruzamento, acrescente uma pequena porção de cabelo solto à mecha que será transportada.

Continue acompanhando o contorno da cabeça até chegar à nuca. A partir dali, quando não houver mais cabelo para adicionar, prossiga como uma trança espinha de peixe comum. Essa técnica exige atenção para que as partes adicionadas tenham volume parecido e a trança não puxe mais de um lado.

Trança mais solta e volumosa

Para criar efeito mais amplo, faça a trança com tensão moderada e mechas médias. Depois de prender a ponta, segure a trança com uma mão e puxe delicadamente as alças externas com a outra. Comece no topo e avance aos poucos, alternando os lados.

Não puxe uma única parte com força, pois isso pode desmontar o desenho. O objetivo é expandir cada gomo de maneira uniforme. Em cabelos muito repicados, faça esse ajuste com pouca intensidade para evitar que as pontas escapem demais.

Como adaptar a técnica a diferentes tipos de cabelo

A estrutura da trança funciona em diversas texturas, mas o preparo e a finalização podem variar. O melhor resultado não depende de transformar os fios em outra textura; depende de escolher uma forma de divisão compatível com o comportamento natural do cabelo.

Detalhe do padrão entrelaçado de uma trança espinha de peixe
Detalhe do padrão entrelaçado de uma trança espinha de peixe

Em cabelos lisos e finos, o principal desafio costuma ser o deslizamento. Uma trança feita um ou dois dias após a lavagem, ou com produto texturizador leve, tende a ter melhor aderência. Em vez de separar mechas extremamente pequenas logo no início, prefira mechas médias até dominar o controle.

Cabelos ondulados, cacheados e crespos

Ondas e cachos acrescentam volume e ajudam o desenho a aparecer, mas podem fazer as mechas se prenderem umas às outras. Trabalhe com os dedos e respeite a direção natural dos fios. Se necessário, use presilhas para segurar temporariamente o cabelo que ainda não será incorporado.

Em cabelos crespos, uma finalização que mantenha os fios hidratados e definidos pode facilitar a separação. Se o objetivo for preservar bastante volume, não aperte a trança junto à raiz. Para um acabamento mais alinhado, use poucas quantidades de produto e evite tracionar demais a linha frontal.

Cabelos curtos, em camadas ou com franja

Comprimentos médios já permitem uma trança lateral, embora a ponta possa ficar curta. Nesse caso, comece em uma lateral mais alta ou prefira uma versão embutida que aproveite melhor cada seção. Grampos discretos ajudam a fixar fios que escapam das camadas.

A franja pode ficar solta, ser presa para trás ou ser integrada desde o início. Escolha o que deixa o penteado mais confortável. Caso alguns fios curtos se soltem, isso não significa que a trança falhou: o acabamento pode ser propositalmente natural, desde que os fios não incomodem os olhos ou comprometam a fixação.

Erros comuns e como corrigir

O erro mais habitual é esquecer qual mecha deve ser levada para o outro lado. Lembre-se de uma regra simples: a mecha sempre sai da borda externa de uma divisão e entra na parte interna da divisão oposta. Repetir essa frase mentalmente ajuda até o movimento se tornar automático.

Outro problema é criar uma trança desigual, com um lado mais espesso. Isso acontece quando as mechas retiradas têm tamanhos muito diferentes ou quando uma das divisões principais perde volume sem receber compensação. Para corrigir, observe a quantidade de cabelo transportada a cada dois ou três cruzamentos e ajuste o tamanho da próxima mecha.

Quando a trança fica frouxa

Se a trança abre antes do final, aproxime as mãos da área que está sendo trabalhada. Deixar as mãos muito distantes da última interseção reduz o controle da tensão. Outra solução é apoiar o comprimento no ombro ou no peito enquanto trabalha, principalmente na versão lateral.

Um elástico de boa qualidade também é importante. Elásticos excessivamente largos ou lisos podem escorregar, enquanto acessórios com partes metálicas podem prender ou quebrar fios. Prenda a ponta sem apertar a ponto de causar desconforto ou marcar excessivamente o cabelo.

Quando o visual fica repuxado

Se o couro cabeludo ficar sensível ou a expressão parecer tensionada, a trança está apertada demais perto da raiz. Desfaça os primeiros cruzamentos e recomece com pressão mais leve. Um penteado firme não deve causar dor de cabeça, ardor ou sensação persistente de puxão.

“A beleza começa no momento em que você decide ser você mesma.”

Coco Chanel

Essa ideia serve como lembrete para adaptar o penteado ao seu conforto e ao seu estilo, em vez de tentar reproduzir um acabamento rígido. Uma trança bem feita é aquela que permanece segura e também permite que você se movimente sem incômodo.

Finalização, conservação e remoção

Depois de prender a ponta, observe a frente, as laterais e a nuca em mais de um ângulo. Use grampos apenas onde forem necessários, encaixando-os de modo que fiquem escondidos sob outras mechas. Caso queira reduzir fios arrepiados, aplique um pouco de finalizador nas mãos e passe de leve sobre a superfície, sem encharcar.

Penteado com trança lateral preso por elástico discreto
Penteado com trança lateral preso por elástico discreto

Um lenço ou faixa pode complementar a trança e ajudar a acomodar a franja. Presilhas, laços e elásticos revestidos também mudam o resultado sem alterar a técnica. Para uma aparência mais formal, mantenha as divisões regulares; para um estilo despojado, solte pequenas mechas frontais e afrouxe levemente o comprimento.

Cuidados ao manter o penteado

Evite dormir com uma trança muito apertada ou mantê-la por tempo prolongado caso exista desconforto. A tração contínua pode sensibilizar o couro cabeludo e causar quebra nos fios mais frágeis. Se for necessário preservar o penteado por algumas horas, verifique se a raiz continua confortável e se os elásticos não estão pressionando excessivamente.

Para desfazer, retire primeiro o elástico da ponta e solte os cruzamentos de baixo para cima com os dedos. Não puxe a trança inteira de uma vez. Se houver nós, use paciência e desembarace antes da lavagem ou da escovação. Informações gerais sobre cuidados e prevenção de danos aos cabelos também podem ser consultadas em orientações da American Academy of Dermatology.

Perguntas frequentes

Quanto cabelo é necessário para fazer a trança espinha de peixe?

O ideal é ter comprimento suficiente para dividir os fios em duas partes e realizar alguns cruzamentos antes de chegar às pontas. Cabelos médios permitem versões laterais ou embutidas, enquanto cabelos longos facilitam uma trança mais detalhada. Em fios curtos, a versão embutida ou parcial costuma funcionar melhor.

É possível fazer trança espinha de peixe sozinha?

Sim. A versão lateral é a mais indicada para começar porque fica visível e ao alcance das mãos. Fazer uma trança central nas costas exige mais coordenação, mas pode ser treinado com espelhos ou iniciado em um rabo de cavalo baixo.

Como deixar a trança mais grossa?

Use mechas médias, mantenha a trança com tensão moderada e, depois de prender a ponta, afrouxe levemente as alças externas. Esse movimento deve ser suave e gradual. Texturas onduladas, cacheadas e crespas naturalmente tendem a proporcionar mais volume visual.

A trança espinha de peixe estraga o cabelo?

Quando é feita sem excesso de força e removida com cuidado, ela não deve danificar os fios. O risco aumenta quando o penteado fica muito apertado, quando elásticos inadequados são usados ou quando se tenta desmanchar nós puxando. Priorize o conforto do couro cabeludo e não mantenha tração se sentir dor.

Conclusão

Aprender a fazer essa trança depende mais de compreender a repetição do que de ter experiência com penteados. Divida o cabelo em duas partes, retire uma pequena mecha da borda externa e leve-a para o lado oposto, alternando até o fim. A prática melhora a regularidade e reduz o tempo de execução.

Comece pela versão lateral, escolha mechas de tamanho médio e concentre-se em manter a tensão uniforme. Quando esse formato estiver confortável, experimente incluir cabelo junto à raiz, criar uma trança dupla ou afrouxar o acabamento para variar o volume. Respeitar a textura dos fios e o conforto da cabeça é essencial para um resultado bonito e seguro.

Referências

  • American Academy of Dermatology. Hair care tips for healthy hair.
  • Encyclopaedia Britannica. Braid.
  • Wikipédia. Trança.
  • Sociedade Brasileira de Dermatologia. Cuidados com os cabelos.
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Escrito por

Editor-chefe e redator

Editor-chefe do Boletim Pecuário, escreve tutoriais e guias de tecnologia com foco em clareza, pesquisa cuidadosa e aplicação prática no dia a dia.

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